segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Durango Duarte

34 praças, cinemas e a Zona Franca aparecem em obras do Instituto Durango Duarte

O Instituto Durango Duarte organiza pesquisas sobre Manaus e o Amazonas em publicações que abordam a transformação da paisagem urbana, a vida cultural, a imprensa, a economia e a formação institucional da região.
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A história de Manaus aparece em diferentes conjuntos de documentos, imagens e publicações reunidos pelo Instituto Durango Duarte (IDD). Criada em 15 de abril de 2016, a associação sem fins lucrativos pesquisa e divulga aspectos da formação urbana, cultural, econômica e política da capital e do Amazonas.

Entre os materiais trabalhados pela instituição estão jornais antigos, fotografias, vídeos, documentos históricos e livros. O objetivo é preservar registros e estimular novas pesquisas sobre a região, além de aproximar esse conteúdo da comunidade acadêmica e do público.

Da paisagem urbana à vida cultural

Parte da produção do IDD se concentra nas transformações da cidade. Em Manaus, entre o passado e o presente, publicado em 2009, Durango Duarte reuniu informações históricas e fotografias sobre espaços urbanos. A obra serviu de base para pesquisas posteriores.

Em 2012, foi lançado 343 Manaus, publicação dedicada à apresentação visual e turística da capital. Já o livro Praças históricas de Manaus, de 2023, acompanha a trajetória de 34 praças, incluindo locais que desapareceram. O trabalho amplia e revisa o capítulo sobre praças incluído na obra de 2009.

O estudo da vida cultural está presente em A Sétima Arte em Manaus, de 2017. O livro aborda a história das salas de cinema, a chegada de empresas exibidoras e a realização de festivais. A música é tema de A vida musical em Manaus (1950 a 1960) e de Olga Praguer Coelho: a voz e o violão do folclore brasileiro.

Jornais como fonte e objeto de pesquisa

A imprensa ocupa uma posição central no acervo do instituto. A coleção 50 Anos Hoje reúne acontecimentos publicados nos jornais da cidade, organizados por ano. No volume dedicado a 1970, aparecem episódios como a explosão da caldeira da Santa Casa, inaugurações de praças e avenidas e o centenário da Biblioteca Pública do Estado.

A organização cronológica permite observar mudanças na paisagem urbana e acontecimentos do cotidiano. Outras obras se concentram em conflitos envolvendo os jornais, como Imprensa Amazonense: Chantagem, Politicagem e Lama e Imprensa Amazonense: Caso Batará.

Em Quando o Diário Oficial virou guerra, de 2026, a pesquisa examina as disputas ocorridas em 1958 e 1959. Naquele período, a publicação oficial do Estado foi usada como espaço de confronto entre governo, oposição e imprensa.

Economia, política e formação do Amazonas

O ciclo da borracha é abordado em RUBBER — Apogeu e Declínio da Borracha na Amazônia. A formação institucional da região aparece em A Construção da Província do Amazonas, de 2025, que analisa o período de 1851 a 1859, posterior à separação do Grão-Pará.

A implantação da Zona Franca é tratada em um livro digital gratuito lançado em 2023. Organizada por Durango Duarte, a publicação teve participação da historiadora Marlucia Bentes e do jornalista Kleber Paiva na pesquisa. O conteúdo acompanha as primeiras discussões sobre o modelo, a construção do Distrito Industrial e a instalação das primeiras indústrias.

Experiência pessoal e incentivo à pesquisa

Alguns trabalhos também se relacionam à trajetória de Durango Duarte, empresário, publicitário, escritor e pesquisador. Ele participou do movimento estudantil amazonense nos anos 1980, dirigiu centros acadêmicos e foi conselheiro da Universidade Federal do Amazonas.

Esse período é retomado em pesquisas sobre a mobilização estudantil, incluindo uma coletânea de entrevistas com pessoas que atuaram entre 1975 e 1985. Em 2021, Durango foi professor voluntário do curso de Arquivologia da Ufam.

O instituto promove reuniões, palestras e cursos e busca incentivar teses, dissertações e monografias sobre Manaus, o Amazonas e a Amazônia. Segundo a entidade, sua biblioteca particular reúne mais de oito mil obras, além de diários oficiais, jornais e revistas digitalizados, cartografias e produções audiovisuais.

O acervo particular não está disponível para consulta no momento. Os materiais já publicados podem ser acessados no portal do IDD, que concentra parte das pesquisas e documentos organizados pela instituição.

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