sexta-feira, 23 de outubro de 2026
SAÚDE

Proteção solar nas atividades ao ar livre: como evitar queimaduras e insolação

A proteção solar deve fazer parte da rotina de quem pratica atividades ao ar livre. Veja como escolher e reaplicar o protetor, quais roupas usar, os horários de maior risco e os sinais de queimadura, desidratação e insolação.

A proteção solar nas atividades ao ar livre é importante durante caminhadas, corridas, passeios, práticas esportivas, viagens, trabalhos externos e momentos de lazer. A exposição excessiva à radiação ultravioleta pode causar vermelhidão, queimaduras, envelhecimento precoce da pele e danos aos olhos. Ao longo do tempo, também aumenta o risco de câncer de pele.

O cuidado não deve ser restrito à praia ou à piscina. A radiação ultravioleta também está presente em atividades rotineiras, como esperar o transporte, trabalhar em áreas abertas, acompanhar crianças em parques e praticar exercícios. Por isso, a recomendação é combinar diferentes formas de proteção, como sombra, roupas, chapéu, óculos escuros e protetor solar.

Orientações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria reforçam que a prevenção deve ser contínua e adaptada à idade, à duração da exposição e às condições do ambiente. (gov.br)

Por que a proteção solar é necessária?

A radiação ultravioleta, conhecida pela sigla UV, pode provocar efeitos imediatos e cumulativos. A queimadura solar é um dos sinais mais visíveis, mas não é o único. A exposição repetida também contribui para alterações na pele, danos oculares e aumento do risco de doenças relacionadas à radiação.

O risco pode ser maior quando a pessoa permanece por muito tempo sob o sol, pratica atividade física intensa, sua excessivamente ou se expõe em locais que refletem a radiação, como água, areia, concreto e superfícies claras. Mesmo em dias nublados, parte da radiação ultravioleta chega à pele.

O bronzeamento não representa uma forma segura de proteção. A mudança de cor da pele é uma resposta ao dano provocado pela radiação. Por isso, não é recomendado buscar o bronzeamento como objetivo de saúde ou estética. A OMS afirma que a maior parte dos danos causados pela radiação ultravioleta pode ser evitada com medidas adequadas de proteção. (who.int)

Evite os horários de maior intensidade

Sempre que possível, atividades físicas intensas, trabalhos pesados e longos períodos de lazer devem ser planejados para o início da manhã ou o fim da tarde. Entre 10h e 16h, a radiação ultravioleta costuma ser mais intensa, e o calor também pode aumentar o risco de desidratação e insolação.

Quando não for possível evitar esse intervalo, reduza o tempo de exposição, procure áreas cobertas ou sombreadas e faça pausas frequentes. A sombra não substitui todas as outras formas de proteção, mas diminui a exposição direta e deve ser usada como parte do conjunto de cuidados.

Também é importante observar as condições do dia. Temperaturas elevadas, pouca circulação de ar, umidade alta e esforço físico aumentam a sobrecarga sobre o organismo. Pessoas que trabalham ao ar livre devem organizar pausas, hidratação e alternância de tarefas sempre que possível.

Como escolher e usar o protetor solar

O protetor solar deve ter fator de proteção adequado e proteção de amplo espectro, isto é, capacidade de proteger contra diferentes faixas da radiação ultravioleta. O produto precisa ser aplicado antes da exposição, seguindo as instruções da embalagem.

A aplicação deve cobrir todas as áreas expostas, incluindo rosto, orelhas, pescoço, nuca, braços, mãos, pernas e dorso dos pés. Regiões esquecidas são frequentemente atingidas por queimaduras, especialmente durante passeios, corridas, atividades na água e trabalhos externos.

O produto deve ser reaplicado conforme a orientação do fabricante e após entrar na água, suar intensamente, secar-se com toalha ou permanecer por longo período sob o sol. Nenhum protetor torna a pele completamente imune à radiação, e produtos resistentes à água também podem perder parte da eficácia nessas situações.

Para manter a proteção, não basta aplicar uma pequena quantidade apenas uma vez ao dia. É necessário distribuir o produto de maneira uniforme e reforçar a aplicação durante a atividade. O Ministério da Saúde recomenda o uso de protetor solar associado a roupas apropriadas, chapéu ou boné e óculos escuros. (gov.br)

Roupas, chapéus e óculos também protegem

A proteção física é especialmente importante em exposições prolongadas. Camisas, calças leves, tecidos de trama fechada, bonés e chapéus ajudam a reduzir a área de pele diretamente exposta. Em atividades esportivas, as roupas devem permitir ventilação e movimento sem aumentar o desconforto provocado pelo calor.

Chapéus com abas protegem melhor o rosto, as orelhas e o pescoço do que modelos que cobrem apenas o topo da cabeça. Para atividades na água ou em locais muito abertos, roupas com proteção ultravioleta podem ser uma alternativa adicional, mas não eliminam a necessidade de procurar sombra.

Os óculos escuros devem oferecer proteção contra os raios ultravioleta. Modelos sem essa proteção podem escurecer a visão sem impedir a entrada da radiação. A OMS recomenda óculos capazes de bloquear as faixas UVA e UVB, especialmente em exposições intensas. (who.int)

Hidratação e prevenção da insolação

A exposição ao sol não provoca apenas danos na pele. Em dias quentes, o organismo perde água e sais minerais pelo suor, principalmente durante exercícios, deslocamentos longos e trabalhos físicos. A ingestão regular de água ajuda a reduzir o risco de desidratação.

É recomendável beber líquidos antes, durante e depois da atividade, sem esperar o aparecimento da sede. A quantidade necessária varia conforme a idade, o esforço, a duração do exercício, a temperatura e as condições de saúde. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois podem favorecer a desidratação.

O Ministério da Saúde orienta evitar esforços excessivos nos horários mais quentes, procurar locais frescos e manter a hidratação. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com maior sensibilidade ao calor exigem atenção especial. (gov.br)

Cuidados com crianças e adolescentes

Crianças e adolescentes precisam de supervisão para reaplicar o protetor, beber água, usar chapéu e permanecer na sombra. Como costumam passar mais tempo em atividades ao ar livre, podem acumular maior exposição ao longo da vida.

Bebês com menos de 6 meses não devem ser expostos diretamente ao sol por períodos prolongados. Nessa faixa etária, a proteção deve priorizar sombra, roupas adequadas, chapéu e outros meios físicos, conforme orientação do pediatra. Para crianças maiores, a escolha do produto deve considerar a idade e as instruções do fabricante.

Em praias, piscinas, rios, parques e áreas esportivas, é importante lembrar que a água e outras superfícies podem refletir a radiação. O guarda-sol ajuda, mas não bloqueia completamente a luz refletida. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda combinar sombra, roupas, chapéu, óculos e protetor solar nas exposições prolongadas. (sbp.com.br)

O que fazer em caso de queimadura solar?

Vermelhidão, ardência, dor, sensibilidade e formação de bolhas podem indicar queimadura solar. Ao perceber esses sinais, a pessoa deve interromper a exposição, procurar um local fresco e evitar novo contato com o sol até a recuperação da pele.

Compressas frias podem aliviar o desconforto. Também é importante manter a hidratação e não romper bolhas, pois elas ajudam a proteger a pele lesionada. Produtos ou medicamentos não devem ser usados sem orientação adequada, especialmente em crianças, gestantes ou pessoas com doenças de pele.

Queimaduras extensas, bolhas em grande quantidade, dor intensa, febre, mal-estar, confusão, vômitos, tontura ou sinais de desidratação exigem avaliação em um serviço de saúde. Em caso de sintomas graves relacionados ao calor, procure atendimento imediatamente.

Checklist para atividades ao ar livre

  • Planeje a atividade, evitando os horários de maior intensidade solar sempre que possível;
  • aplique protetor solar antes de sair e reaplique conforme a orientação da embalagem;
  • use chapéu ou boné, roupas leves e óculos com proteção contra raios ultravioleta;
  • faça pausas regulares em locais cobertos ou sombreados;
  • beba água antes, durante e depois da atividade;
  • redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas;
  • não confie apenas na sensação de calor: a radiação ultravioleta pode causar danos mesmo quando a temperatura está amena;
  • interrompa a atividade diante de tontura, fraqueza, náusea, dor de cabeça, confusão ou mal-estar.

A prática de atividades ao ar livre traz benefícios à saúde, mas deve ser acompanhada de medidas simples de prevenção. A combinação de horário adequado, sombra, roupas, chapéu, óculos, protetor solar e hidratação reduz os riscos e permite aproveitar os espaços externos com mais segurança.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica. Pessoas com histórico de câncer de pele, doenças dermatológicas, uso de medicamentos que aumentam a sensibilidade ao sol ou dúvidas sobre a proteção adequada devem procurar orientação de um profissional de saúde.